Felipe Kaoru Katata é tocador de taikô desde 2003, integrante do grupo Ryubu Daiko de Ibiuna-SP e campeão brasileiro da categoria junior no IV Campeonato Brasileiro. Mora no Japão desde 2009 e fez intercâmbio no grupo Amanojaku.

 

Ele nos concede uma entrevista exclusiva.

 

 

Como foi a viagem ao Japão junto com o grupo de Ibiuna?

A viagem para o Japão com a equipe de Ibiuna, superou todas as expectativas ao meu ver. Foi um longo e duro trabalho ate alcançarmos esse sonho e depois que conseguimos atingí-lo, vimos que seria muito mais difícil do que imaginávamos. Começamos um treinamento intensivo para reformular todas as nossas músicas. Nas férias de verão treinávamos 4 vezes por semana e faltando dois meses para a viagem passamos a treinar todos os dias. Nosso treinamento não consistia em somente treinar a parte física, técnica e as músicas que iríamos apresentar. Fizemos um trabalho focando muito na parte social da equipe, ou seja, aulas de etiqueta e cultura japonesa e também a ter aulas de japonês uma vez por semana com as mães que se revezavam voluntariamente para nos ensinar.

 

Já no Japão o grupo se deu deparou com um ambiente muito agradável proporcionado pelos membros da Nippon Taiko Foundation (NTF). Fomos tratados de uma maneira muito especial, com direito a todas as amenidades que o Japão pode oferecer. Porém, quanto mais eu sentia essa hospitalidade, mais ficávamos preocupados em corresponder às expectativas. Confesso que não tocamos bem no dia do campeonato. Porém, sai satisfeito aquele dia, porque sabia que cada um dos integrantes da equipe tinha dado o seu melhor.

 

No Japão, cada fator que aparentemente pareça pequeno no Brasil, em uma viagem como essa pode se tornar uma grande dor de cabeça. Primeira viagem internacional, fuso horário, diferença cultural (por mais que tenhamos vividos em colônias nipônicas no Brasil, a diferença ainda é grande) e acho que um dos fatores determinantes é sem duvida a pressão psicológica. Representar o Brasil não é facil. Uma vez que se ganha o campeonato brasileiro, o grupo campeão passa a ser um representante oficial do nosso país para a NTF. Qualquer ato, discurso ou atitude que o grupo tomar refletirá sobre todas equipes do brasileiras. Sabendo disso, fica difcil você não se preocupar com cada passo que irá dar.

 

Como muitos sabem, o tratamento recebido aqui é realmente de primeiro mundo. Hotéis fabulosos, jantares com uma grande variedade e fartura, compras, Disney, etc. Já ouvi muitos comentários em que falam que as equipes campeãs só vêm para o Japão para passear, e de fato, passeamos e curtimos muito sim. Porém, essa é uma das partes da moeda. Se o grupo não fizer a outra parte, como se apresentar em palco impecavelmente bem, cumprir com horários e fazer a parte social, muitas regalias do outro lado desaparecem e a viagem passa a não ser tão agradável quanto poderia.

 

Quanto a viagem do Ryubu, posso salientar dois momentos que em minha opinião foram os pontos altos da viagem. O primeiro, foi a visita que fizemos ao Osuwa Daiko em Nagano. Encontrar pessoalmente com o mestre Daihachi Oguchi foi simplesmente indescritível. Tivemos o privilégio de apresentar a musica Kizuna, musica criada por ele para o Centenário da Imigração Japonesa no Brasil.  Infelizmente, um ano depois da nossa visita recebemos a notícia do seu falecimento.

 

Outro momento único foi poder conhecer uma fábrica de taikô. Mas nesse caso, não foi uma fábrica qualquer, e sim, o Asano Daiko situado a Província de Ishikawa. Considerado por muitos como o melhor taiko do mundo, a fábrica possui mais de 400 anos de tradição na arte de fabricar taikos. Atualmente os taikos usados no Campeonato Nacional do Japão são alugados do Asano Daiko, aumentando consideravelmente o nivel de técnica exigido para extrair o melhor som do instrumento.

 

Com essa viagem pudemos ver que o taiko vai muito mais do que simplesmente apresentar uma música em palco. Por ser uma arte milenar e tipicamente japonesa, pude ver o encanto dos japoneses em ver uma equipe brasileira apresentando uma arte que é tão tradicional pra eles.

 

Costumo dizer que a história do grupo de Ibiuna é caracterizado pelo pré e pós viagem ao Japão. Como essa viagem o grupo se tornou mais unido, mais maduro, e logicamente pudemos ver que o Brasil ainda tem muito que crescer, não somente na parte musical e técnica, mas também na parte organizacional.

               

 

E na viagem posterior, no ano de 2009, como foi o processo para conseguir a bolsa de estudos e como está sendo a sua experiência no Japão?

Após a viagem ao Japão no ano de 2008, com a equipe de Ibiuna, senti que o Japão era um país que ainda poderia me trazer bons frutos em varias áreas da minha vida. Como sempre quis estudar fora do Brasil, resolvi procurar bolsas de estudos para o Japão. Resolvi que não iria para o Japãao para tocar taiko, mas sim, para estudar numa universidade.

 

Logo após voltar do Japão, comecei a estudar japonês e inglês por conta, ao mesmo tempo que estudava para os vestibulares. A primeira prova que fiz foi para o Mombukagakusho. Infelizmente não fui aprovado. Mas não desisti. Por meio de uma amiga, soube que a Tokyo University of Agriculture estava com o processo de seleção de bolsistas aberto e resolvi me inscrever. Fui fazer a prova e a entrevista e semanas depois eu soube que tinha sido aprovado.

 

Malas prontas e no final de março de 2009 embarquei para Tokyo, para passar os próximos 4 anos da minha vida estudando numa universidade japonesa.

 

Aqui na minha universidade tenho aulas integrais, começando às 9:00 da manhã e alguns dias terminando 7:30 da noite, dependendo das aulas escolhidas. Como sou bolsista, a universidade oferece alojamento ao lado da universidade isento de todas as taxas e despesas como aluguel, água e luz. As anuidades do curso também são isentas e ainda recebemos uma ajuda de custo mensal que cobre os gastos básicos como alimentação.

 

Aqui, estudo no Department of International Bio-Business Studies (como se fosse agronegócio com ênfase em comercio internacional)  que abrange as áreas de agricultura, economia mundial, marketing e informação. Tenho contato com pessoas de mais de 20 países, o que ajuda a desenvolver um networking muito importante nessa área de negocios. Atualmente estou no meu terceiro e pretendo terminar o curso em 2013.

 

Como não fiz uma universidade no Brasil, não posso comparar um ensino com outro. Mas pelo que ouço de pessoas da área, vejo que o ensino brasileiro é ótimo, principalmente em se tratando nessa área de humanas. O Japão sempre foi caracterizado pelo alto nível no estudo de exatas e ao meu ver ainda deixam um pouco a desejar na área de humanas. Porém é muito fácil o acesso a informações e a materiais essenciais para uma pesquisa acadêmica mais refinada.

 

Tokyo é uma cidade acolhedora, que em nada se parece com as grandes cidades brasileiras ou mesmo mundiais. Ruas limpas, transporte publico eficiente, muitas opções de lazer, mas para tudo isso tem um preço e ele costuma ser alto.

 

A maior diferença aqui com certeza é na parte de relações humanas. Mesmo sendo criado durante toda a minha infância em uma colonia nikkei em Ibiuna, sempre ter tido contato com a cultura nipônica e praticar uma arte milenar japonesa, o taiko, o choque inicial foi grande. Isso que eu já havia vindo para o Japão com o Ryubu Daiko e passado dez dias em meio a japoneses e convivido com uma cultura que pouco se parecia com a que aprendi dentro de casa e na escola de lingua japonesa. Mas esse choque foi essencial para o amadurecimento tanto pessoal quanto intelectual e indispensável para se ter uma outra perspectiva de mundo. Procuro aproveitar cada dia, aprendendo com as dificuldades de se morar num país com características tão diferentes da minha terra natal.

               

 

Como foi treinar no Amanojaku?

 

Treinar no Amanojaku foi maravilhoso. Para ser mais sincero, a realização de um sonho. Desde que conheci o Watanabe sensei pessoalmente sempre quis treinar ao lado dele. Lembro que quando vim para o Japão junto com a equipe de Ibiuna e fomos treinar com ele um dia depois do campeonato, recebi um elogio dele, a respeito do jeito em como eu tocava Odaiko na musica “Dai Shizen”. Depois desse dia, passei a me esforçar ainda mais em busca desse sonho. Um tempo depois da viagem, pude ajudar a equipe do Amanojaku durante os preparativos para a apresentação do Centenário da Imigração Japonesa. Faltei a escola durante uma semana para junto com o meu sensei, Shintaro Takano, sair de Ibiuna pela manhã, ir até São Paulo, ajudar a equipe e voltar tarde da noite. Na ocasião, pensei realmente se esse esforço estava valendo a pena. Meses depois, quando entrei pela primeira vez na sala de treinamento do Amanojaku, pude ver que tinha valido muito. Todos os integrantes que tinham ido ao Brasil, se lembravam de mim e isso abriu muitas portas.

 

Só para deixar claro aqui nessa entrevista, eu treinei na equipe de base do Amanojaku, ou seja, Amanojaku Hozonkai como é chamado. Ao contrario do que muitos pensam e sempre me perguntam, nao treinei com a equipe profissional, apesar do treino ser praticamente o mesmo e eles treinarem junto com o pessoal iniciante, eles tinham um horario separado de treinamento. O Amanojaku Hozonkai é formado pelas pessoas que querem treinar com o Watanabe sensei, mas não querem ser profissionais no taiko. Obviamente, algumas pessoas do Hozonkai vem a se tornar profissional posteriormente, mas isso depois de um bom tempo.

 

Mas treinar com eles não foi fácil. Confesso que foi mais fácil do que eu imaginei, mas mesmo assim, não foi uma tarefa simples. Assim como todos imaginam, treinar no Amanojaku parece ser algo muito difícil. Treinos fatigantes, utikomis intocáveis, Watanabe sensei gritando no seu ouvido e batendo com bati, clima tenso dentro da equipe, etc. E garanto que não é assim. Ao menos, não completamente. Watanabe sensei sempre será o mesmo Watanabe sensei, mas aqui no Japão ele é bem mais tranquilo. Ele não bate (muito) nos tocadores. Eu pelo menos só apanhei uma vez.

 

Como ele tem o suporte de todos os membros mais antigos do Amanojaku, Hiromi, Isaku e Mayumi, a presença dele na sala se torna algo mais figurativo. Logicamente é ele quem coordena a equipe e o treino, mas as explicações ficam mais aos cuidados do pessoal das antigas. Ele olha mais os detalhes e cuida do ritmo. O incrível é ver o respeito que todos tem por ele. Esta certo que estamos no Japão, mas ainda assim, esse respeito foi algo marcante.

 

Meu relacionamento com o Watanabe sensei era muito tranquilo. Ele ficava tirando sarro da minha cara logicamente, dizendo “Foi isso que você aprendeu no Brasil?” quando eu não conseguia fazer alguma batida. Mas ele tinha toda a paciência do mundo pra me ensinar e todos me apoiavam.

 

Eles sabiam que a minha maior barreira era o idioma e todos tentavam me ajudar explicando a mesma coisa varias vezes de formas diferentes. Mesmo com toda essa atenção, eu sofria muito para pegar as batidas. Só de estar naquela sala, eu já começava a suar. Era muita pressão, muita coisa em jogo e eu não podia desapontá-los.

 

O treino era realizado toda quarta-feira e dois domingos por mês. Os treinos de quarta começava às 6 horas da tarde e terminavam às 10:30 da noite. Parece pouco, mas esse tempo era muito bem aproveitado, já que os intervalos eram bem controlados. O grupo profissional do Amanojaku treinava antes do Hozonkai e mais alguns dias na semana.

 

Quanto a disciplina, ela era bem tranquila para os padrões japoneses. Não éramos obrigados a ficar horas e horas sentados em seiza ouvindo o Watanabe sensei falar. Tão pouco fazíamos longas sessões de treinamentos físicos como é feito no Brasil. Cada membro tinha que cuidar da sua própria saúde e corpo, pois senão seria difícil acompanhar os treinos. Acho que por ser Japão, o Watanabe sensei pegava mais leve com o pessoal, e também por se tratar de adultos e não de crianças, o tratamento era diferente.

 

O treino era basicamente aprender as músicas do grupo. Todos os utikomis eram baseados na músicas. Uma música era ensinada até o final e durava cerca de um mês para se passar toda ela parte por parte. Nesse período, o treino todo era focado na música. Porém, muitos dos treinos terminam com uma sessão massacrante de kihon e utikomi, à la Watanabe. Essa parte final do treino era quase sempre 30 minutos de odaiko revezando e sem parar, aumentando o ritmo e também as dificuldades da batida.

 

O treino é basicamente isso. Para aqueles que sonham em um dia treinar no Amanojaku, eu recomendo fazer um bom preparamento físico e estudar com cuidado as músicas do grupo, vendo vídeos na internet e tentar pegar as partes mais fáceis. Porque as partes mais complexas, eu garanto, vai ser totalmente diferente do que você esta pensando. Fora essa parte taiko, aprenda bastante sobre a cultura japonesa. Ao menos como se comportar parto dos sempais, como se portar quando você for beber com o pessoal da equipe e bom, nem preciso falar do idioma que é essencial. Muitos estrangeiros treinam no Amanojaku, mas todos eles falam japonês e se comunicam em japonês dentro da sala. O inglês é bem vindo, porém se quiser realmente pegar umas dicas com os senseis, o japonês é fundamental.

               

 

Como foi acompanhar as equipes de Paranavai e Osasco no Japão?

 

Acompanhar as equipes campeãs foi algo muito gratificante para mim. Acompanhei as equipes de Paranavai (2010) e Osasco (2011), a convite da Nippon Taiko Foundation durante a estadia aqui no Japão. O trabalho se resume basicamente em fazer a tradução para a equipe e facilitar a comunicação entre os dirigentes da NTF junto as escolas brasileiras onde são realizadas as apresentações. Também auxilio a equipe do Brasil na parte social durante a viagem, me preocupando com cada situação e controlando o horário. A minha maior preocupação é com relação a essa diferença cultural entre os dois países. Coisas que parecem normais no Brasil não são no Japão e procuro sempre aproximar os dois lados, para que possam trocar mais experiências e aproveitar melhor a viagem. Coisas do tipo, lugar onde sentar na mesa, melhor momento para entregar lembrancinhas, forma correta de entregar o cartão de visitas e identificar pessoas importantes do meio do taiko, parecem coisas de pouca importância, mas fazem toda a diferença.

 

Minha primeira oportunidade foi com a equipe de Paranavai. Com eles pude ver como é dificil preparar uma viagem desse porte, já que eu participava de alguma reuniões a respeito da viagem. Imprevistos sempre acontecem, mas tudo é pensado nos mínimos detalhes. A minha sorte é que as equipes do Brasil já vem bastante preparadas para essa viagem. Ao menos, nunca tive grandes problemas com relação a horários ou gafes. O diferencial da equipe de Paranavai foi a vinda do Minowa sensei que ajudou muito com a parte de palco e musical do grupo durante o campeonato. Outro diferencial da viagem foi a presença do presidente Sr. Orlando Shimada, que pode acompanhar em detalhes como é organizado e executado o campeonato do Japão. Fizemos uma visita aos bastidores e tivemos uma conversa muito clara com o Sr. Osawa que nos deu uma aula de organização. O Sr. Osawa é o responsavel pelo campeonato. Se o campeonato do Japão é um evento que dá tão certo, é graças ao Sr. Osawa e sua equipe, que organizaram todos os campeonatos até agora.

 

Já a viagem de Osasco, foi marcado pelo inusitado. O cronograma sofreu muitas mudanças antes e durante a viagem. Antes mesmo de virem ao Japão, a data da viagem foi adiada para o mês de agosto, devido ao terremoto e tsunami que assolou o Japão, em março deste ano, dias antes da equipe embarcar. Já em agosto, durante a viagem, muitas mudanças mais uma vez. A equipe pode fazer uma apresentação na cidade irmã, de Tsu em Mie-ken. Somando assim, 3 apresentações após o campeonato enquanto outras equipes tiveram somente duas. A equipe também se apresentou em um competição de barcos em Hamamatsu. Eles não tiveram treino com Watanabe sensei após o campeonato devido  a mudança no cronograma, não se pode alugar um lugar para treino na data desejada. Mesmo com tantas mudanças, acredito que foi uma viagem muito bem aproveitada em vários sentidos. Logicamente não se pode comparar essa viagem com nenhuma outra. Porém, fazendo uma comparação apenas na parte do campeonato, em como a equipe se saiu em palco, Osasco foi a melhor equipe até agora. Recebeu honrosos elogios do Watanabe sensei, da Sra Shiomi e de todo o pessoal da NTF.

 

Cada equipe deixou sua contribuição aqui no Japão. Cada equipe teve a sua personalidade, o seu jeito de se portar. Cada equipe fez o seu nome de maneiras diferentes. Umas são lembradas pelo sorriso dos tocadores, outros pela técnica, pela música, pela humildade. Ainda tem outras que são lembradas pela parte social e política, pelo domínio da língua japonesa ou pela extrema disciplina. Durante as reuniões na NTF ouço muito sobre as outras equipes, mas nessa ocasião, eu pergunto somente dos erros e falhas de cada equipe. Acredito que esse seja o meu papel aqui, fazer com que a equipe cometa menos erros possíveis, já que, cada equipe será lembrada pela sua característica marcante.

 

Eu poderia passar o resto dessa entrevista contando fatos que aconteceram durante as viagens das três equipes que tive o prazer de acompanhar. Mas não vem ao caso. Acredito que somente estando aqui para sentir, para vivenciar esse momento cada um de vocês entenderá o porque essa viagem é tão especial para as equipes que aqui estiveram. Só estando aqui saberão realmente por que ela se trata de um sonho almejado por muitos.

               

 

Quais são seus planos para o futuro aqui no Brasil?

 

Planejo voltar para o Brasil, me estabelecer profissionalmente e constituir uma família. Bom, acho que essa é a resposta mais manjada de todas, mas me deixe explicar. Pelo que vejo aqui do Japão, o Brasil é e ainda será um país com muitas oportunidades. Mesmo estando longe, procuro sempre me informar  sobre o Brasil. Por isso que penso em voltar e não ficar aqui no Japão. O Japão é um país que te proporciona muito bem estar e facilidades mas também possui parâmetros da sociedade que só são encontrados por aqui. Por isso, não creio que esse país seja um local adequado para criar os meus filhos.

 

Indo um pouco mais pro lado do taiko, penso que posso ajudar de alguma forma o taiko do Brasil a crescer e a atingir um outro patamar. Quero poder utilizar dessa relação que estou construindo aqui no Japão junto aos dirigentes da NTF para poder proporcionar aos grupos e tocadores membros da ABT algo digno da paixão e esforço que cada um deles tem pela arte do taiko. Contudo, sei que não posso fazer nada sozinho e posso estar sendo hipócrita em estar colocando isso nessa entrevista, mas quero deixar claro a todos aqueles que ainda querem fazer a diferença, que não desistam.