Olá tocadores! Hoje escrevo sobre o termo KIMÊ (força de
impacto).
No momento do impacto entre o bachi
e o couro do taiko, entra em foco o KIMÊ, que é a
contração muscular vigorosa e rápida que ocorre no final do movimento ou também
pode ser considerada como a aplicação do máximo de força no mínimo intervalo de
tempo.
No taikô, a atuação desta técnica
influencia diretamente no som proporcionado pelo instrumento. Com a contração
muscular ocorrendo no instante exato, o contato bachi/taikô fica definido, o som se torna mais nítido e o
movimento se torna mais rápido. Por isso, essas qualidades são essenciais para
a qualidade visual e acústica das músicas.
Dois problemas que ocorrem quando a prática do kimê não está correta são:
1) Aplicação
constante de força. Ou seja, não há descontração e contração posterior dos
músculos e o movimento se torna visivelmente rígido, sem a leveza e agilidade.
2) Falta
de aplicação de força. Isto é visível e os movimentos praticados por tocadores
que não aplicam força no toque aparentam falta de energia. E os tocadores
aparentam falta de vontade de tocar, mesmo com sorriso no rosto.
Há também a técnica de antecipar o kimê,
que é interromper o movimento imediatamente antes de se estabelecer o contato bachi/taikô. Sendo praticamente
um controle do kimê, esta técnica tem que ser
estudada e praticada com cuidado. A aplicação dela proporciona a diminuição da
amplitude do som, sendo um grande recurso para diminuir o volume. O
desconhecimento total de aplicação desta técnica proporciona o descontrole da
força. O excesso de aplicação sem a devida conscientização torna-se um vício
maléfico, com resultados praticamente opostos às obtidas com a técnica do kimê.
Para treinar o kimê são
necessários exercícios específicos que envolvem velocidade, impacto, reflexo e
força física. Mas isto, infelizmente, é difícil transmitir neste artigo.
Espero que tenham gostado deste artigo. Quaisquer dúvidas,
e-mail!
Forte
abraço!
Felipe
Tamashiro
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