Por Marcos Teruo Tanaka
Em 2004 instaurou-se
a Associação Brasileira de Taiko (ABT), com o intuito de fomentar qualquer
manifestação do wadaiko, mantendo a tradição e os
valores morais dessa cultura japonesa.
Hoje cerca de 70 grupos
de todo país estão associados à esta instituição e
desfrutam da possibilidade de participar de festivais, workshops ministrados
por professores especializados do Japão, treinamentos regionais, exames de
proficiência técnica e do Campeonato Nacional.
No dia 27, de fevereiro de 2010, ocorrerá a
eleição que determinará a diretoria que irá reger as políticas da ABT nos
próximos dois anos. Uma decisão que afetará muitos grupos e traçará as futuras
diretrizes para desenvolvimento do taikô no Brasil.
Em uma eleição é natural que os eleitores
procurem votar nos candidatos que compartilhem e defendam seus interesses. Por
isso, escolhem representantes que tenham a mesma visão, com boa reputação e
propostas condizentes.
Na ABT, o processo de votação não é diferente,
cada entidade possui o direito de votar no candidato que acha merecedor, sendo
que este voto é praticado pelo coordenador ou representante de cada grupo de taiko associado.
A escolha de seu candidato, geralmente
parte do princípio de votar em alguém que conhece sua filosofia, seu modo de
vida e tem respostas para seus problemas. Sendo assim, se você é um tocador de taiko, quem você gostaria que representasse seus
interesses? Um médico, um jogador de futebol, ou um tocador de taiko?
Faltando apenas uma semana, todos que amam
a arte do taiko, lendo este artigo e preocupados com
o futuro dessa cultura, agora estão se perguntando; quem são os candidatos para
a presidência da Associação Brasileira de Taiko este ano? Quais são suas
propostas? Quem é o presidente atual? Quem possui o direito de voto no meu
grupo representa os valores desejados pelos tocadores? O que vai mudar afinal?
Na história política de nosso país, tivemos
presidente sociólogo, pecuarista, jornalista, engenheiro, advogado, militar e
hoje temos um sindicalista no poder. Eclético, não? No fundo não importa a
profissão deles, porque apesar de vigorarem em épocas diferentes e terem
plataformas de governo distintas, todos procuravam atender as necessidades do
seu país, do povo brasileiro.
A ABT defende as necessidades do taiko. Desse
modo, os interesses de qual povo nosso futuro presidente deveria escutar? De um médico? De um jogador de futebol? Ou de
um tocador de taiko?
Marcos
Teruo Tanaka é Bacharel em Relações Internacionais pela FAAP, Coordenador do
grupo de jovens líderes da Associação Brasileira de Taiko (ABT) e Líder do
grupo de Taiko Houkou de Jundiaí-SP